Comunicar para pertencer

A comunicação pode ser um processo dificultoso, quando não se leva em conta uma condição essencial: a maneira de comunicar.

Para entender melhor esta colocação, vamos começar por você, pelo seu corpo como veículo de comunicação. Sim, porque seu corpo é meio, e também mensagem.

Primeiro ponto: nossa mente, assim como nosso corpo, é repleta de vazios e, por isso, buscamos, inconscientemente, preenchê-los. Como fazemos isso? Fazendo parte de alguma coisa, estando em algum lugar onde mais pessoas estejam, procurando aquilo que nos satisfaça.

Segundo ponto: nessa busca constante e inconsciente, o primeiro objeto de comunicação é o nosso corpo. Segundo o teórico da comunicação Harry Pross, a comunicação começa no corpo e termina no corpo. Seja de que maneira for, o princípio é o mesmo e o objetivo, também.

Unir, criar um universo de cumplicidade, que partilhe desejos de um grupo de pessoas e, então, fidelizar essas pessoas, de maneira que, além de não quererem mais ir embora, permaneçam como divulgadoras e amplificadoras do que se tem.

E aí entram as redes sociais digitais. No começo, essas redes eram quase só para entretenimento de indivíduos que buscavam fazer parte de alguma coisa e compartilhar conhecimento ou acontecimentos. Com o tempo, as empresas viram que ali estava uma oportunidade de engajar clientes e até gerar vendas.

Dessa forma, o Facebook, por exemplo, se tornou uma das principais portas de entrada para o coração daquele que se deseja seduzir, do ponto de vista, digamos, mais capitalista.

Mas como devo comunicar bem meu produto ou serviço, então? Como estabelecer essa conexão com meu consumidor ou fã?

Simples.

Para comunicar bem, é preciso falar a verdade, antes de tudo. Não adianta mentir ou florear algo que não existe. Quando seu produto ou serviço for adquirido e tudo o que tiver sido prometido for inverossímil, apenas promessas vazias, o próprio Facebook vai ser o canal pelo qual o cliente irá divulgar a mentira que você contou. Ou seja, diga a verdade, sempre.

Além disso, dialogue com os fãs de igual para igual. Não tente parecer superior ou utilizar uma linguagem que não esteja de acordo com o seu público-alvo. Seja cordial, gentil, se expresse com simplicidade e objetividade.

No caso específico do Facebook, respeite os horários que ele fornece, sempre que possível. Os caras estudam categoricamente o seu negócio e, se sugerem horários, é bom segui-los. O.k., o.k., não precisa seguir a agenda Facebook na íntegra, cegamente, mas é boa referência sobre o comportamento das pessoas em certo dia. Enfim, uma ferramenta que você pode utilizar a seu favor.

Comunique, brinque. Torne-se real e sinceramente amigo do seu público. Seus fãs vão responder da melhor maneira possível: divulgando seu produto ou serviço ou, no mínimo, aprofundando a simpatia que têm por você.

Comunicar é entender que todos precisamos pertencer a algum lugar. E esse lugar é você quem cria, e amplia e melhora com a contribuição de quem chega e fica porque ali se sente bem.

4 comentários para “Comunicar para pertencer”

  1. Shellah Avellar

    Shellah Avellar

    Primoroso,CArolina..Deu uma banho ,ao elucidar de forma simples e moderna a Recepção e a Emissão da COMUNICAÇÃO. Bjkas kósmikas!!Prossiga se MOSTRANDO.A gente quer te ver mais….

  2. Aline Okumura

    Muito bacana como relaciona a filosofia com a nossa realidade cotidiana.

  3. Edézio Peterle

    Parabéns pelo texto! Gostei muito. Este espaço contribui muito para profissionais de Comunicação.

  4. Emmanuele

    Emmanuele

    Muito bom o texto!

    Consegui ler de maneira rápida, sem aquele pensamento de "já acabou?" e acima de tudo, consegui absorver todo o conteúdo!

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