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Prova de amor? Acho que vai ser difícil alguém superar a imensa construção, toda em mármore branco, do século XVII. O maior templo em nome do amor é, na verdade, um mausoléu, feito para abrigar o corpo da mulher amada. O imperador mogul Shah Jahan quis homenagear a esposa favorita, Mumtaz Mahal, que morreu ao dar à luz o décimo quarto filho.

Por vinte e dois anos, milhares de operários trabalharam na construção do Taj Mahal, que custou quase toda a fortuna do imperador. Na entrada para o jardim que fica diante do Taj, está um portal com vinte e duas cúpulas, que representam cada ano da construção.


A primeira visão do Taj, mesmo que de longe, é impressionante.

Simetria e precisão conseguidas com ferramentas e instrumentos do século XVII.


 
Além da delicadeza e da majestade do mármore branco, a fina decoração com a técnica florentina pietre dure, que são os desenhos feitos em marchetaria, quebra o que muitos podem chamar de frieza do mármore. O lápis-lazuli, o ônix, a malaquita, a turquesa e as diversas tonalidades da cornalina conferem o colorido do precioso trabalho. As flores são os motivos principais, já que os moguls acreditavam que eram “símbolos do reino divino”. Tão delicado quanto a marchetaria são os trabalhos em relevo entalhado, cujo tema também é floral. A religião muçulmana está presente nos trechos do Alcorão pintados em vários pontos. O trabalho é deslumbrante e torna-se ainda mais belo quando lembramos que no século XVII não havia os recursos e ferramentas que temos hoje, como computadores e laser.

Shah Jahan começou também a construção de outro mausoléu, que seria de mármore negro, mas os filhos o impediram. Hoje, os restos mortais do imperador e da esposa estão lado a lado no Taj Mahal. Mas aos turistas é permitido somente o acesso ao espaço onde estão as réplicas dos túmulos.

Grandioso parece pouco para descrever tamanha beleza. Por mais imagens do Taj que já tenham sido publicadas, é impossível não ficar abobalhado diante do brilho discreto de pequenas pedras com a passagem do sol. Sim, é verdade que o Taj muda de cor ao longo do dia. O reflexo dourado do raio de sol sobre o mármore branco nas primeiras horas do dia e o cinza da face ainda em sombra formam um contraste que não se apaga da memória. Nem mesmo o clima seco e o ar bastante poluído (na Índia chove, normalmente, três meses por ano, período conhecido como monções, quando a chuva percorre o país) impedem que o visitante que não tem pressa possa apreciar o momento. Mesmo que para isso seja necessária uma segunda visita ao Taj, num horário diferente. Vale a pena.

No século XIX, durante a dominação britânica, o monumento foi severamente ameaçado por causa do processo de depredação de várias construções históricas. A reparação veio no século seguinte, e em 1993, o Taj Mahal foi declarado pela Unesco Patrimônio da Humanidade. Em 2007, o monumento foi escolhido como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno.


Detalhe de uma das janelas externas do Taj Mahal.
 
Para visitar o templo do amor

O Taj Mahal é fechado à visitação pública às sextas-feiras, dia em que só muçulmanos podem entrar para as rezas na mesquita. Se gosta de fotografia e planeja levar o tripé, esqueça! Não entra. E não há conversa ao pé de ouvido que possa dar um jeitinho. Filmadoras e cadernos também são proibidos; mas não há problemas se usar os recursos do celular ou da máquina fotográfica digital, geralmente compacta, que também faz a gravação de pequenos filmes.

O templo está na cidade de Agra, em Uttar Pradesh, no norte da Índia. Faz parte do roteiro conhecido como Triângulo Dourado (que inclui Jaipur e Delhi). Só Agra tem cerca de 4 milhões de habitantes; no estado de Uttar Pradesh são aproximadamente 170 milhões de pessoas.

Brasileiros precisam de visto para entrar na Índia, mesmo que seja uma viagem de turismo. Pela internet, é possível consultar as condições, as taxas e os documentos que devem ser apresentados para entrar no país (clique aqui para visitar a página do Consulado Geral da Índia, em São Paulo).


A abóbada é um dos destaques do monumento erguido no século XVII.


A decoração cobre cada canto do grandioso mausoléu. Seja com o trabalho de incrustação de pedras preciosas e semipreciosas, com a pintura de trechos do Alcorão ou com desenhos esculpidos no próprio mármore.


Detalhe de parede na entrada principal do mausoléu.


O fino trabalho de pietre dure, com pedras preciosas e semipreciosas.

A imensidão do monumento.

A "visão" que os eternos amantes têm do portão principal do monumento.


Depois do portão principal, com os minaretes que representam cada ano de construção do Taj Mahal, um belo e longo jardim conduz o visitante a uma das sete novas maravilhas do mundo.

Por alguns minutos, as pedras ganham um belíssimo brilho graças aos raios do sol.

Nas primeiras horas do dia, com a incidência dos primeiros raios de sol, o Taj Mahal reflete outra cor.


Os efeitos da luz e da sombra são de tirar o fôlego.

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Comentários
fotos maravilhosas
Roxane Re | 10/02/2010 |  
O Elder encontrou o link e me enviou. Adorei a matéria, especialmente pelas
fotos. Bela carreira pela frente!
francisco florentino | 10/02/2010
muito obrigado
o taj mahal é encantador
inspirador
uau!
cristiane suemy | 11/02/2010
oi re, tudo vale a pena, quando a alama não é pequena! Maravilhosa! espero
fotos de Paris!
ops
cristiane suemy | 11/02/2010
oi re, Fernando Pessoa deve estar revirando no túmulo! tudo vale a pena quando
a alma não é pequena! rs
beijão
pedro | 11/02/2010
numa pesquisa básica no google imagens, consigo ver fotos semelhantes.

não
achei o ensaio original. poderia ter explorado melhor o Taj.

um
abraço
Pedro
fotos deslumbrantes
helena | 12/02/2010
Renata, fiquei deslumbrada com a qualidade das fotos e a forma como vc compôs
texto e foto. Conseguiu refletir seu deslumbramento e transmitir a mesma
sensação para mim.
Foi um belo momento, beijos.
maravilhoso
Gonçalves | 12/02/2010
Parabéns pelo trabalho...
consegui transportar minha alma até lá através
das
fotografias...
qyquuuoo
LInk! | 11/03/2010 |  
Parabéns pelasimagens e textos eu adorei de montão!!
aeee
etgh | 11/03/2010 |  
Me ajudou muito no trabalho. Obrigado e parabéns pelos textos estão ótimos!!
O homem é capaz de tudo!!!
LÍLIAN | 24/09/2010
Se não estevesse aqui, não acreditaria na imensidão da capacidade
humana...
Lindo, perfeito, infinito, explendido, tudo que gostaria de expressar
se resume no Taj Mahal!!!
Adorei a matéria...
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jornalirismo: Olá, boa sexta! Já se sentiu um peixe fora d´água? Então vai se identificar com a crônica líquida de Shellah Avellar: http://t.co/a6sXpoKD
3 day(s) ago from web

jornalirismo: E um quadrinho filosófico à Rainha do Mar: Olha a onda, olha a onda! http://t.co/WKgt8Fd8
3 day(s) ago from web

jornalirismo: @LiliFerrer Lili, que legal. Só de saber que nosso pôster te fez feliz a gente ganhou o dia. Beijão, muita sorte para ti.
3 day(s) ago from web

jornalirismo: Olá. "A mudança começa quando você sabe o que deve mudar dentro de você", diz Ana Paula Guedes. E não é mesmo? http://t.co/hKm3sXpf
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