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Segundo cientistas, a roda surgiu entre os povos que habitavam a Mesopotâmia (hoje Iraque) cerca de 5.500 anos atrás. Desde os primórdios, a civilização usa carruagens – antes, como meio essencial de transporte, e, agora, em áreas rurais ou para o deleite dos turistas no Central Park em Nova York.

Não se pode negar que a roda uniu o homem primitivo à modernidade ou ao que nós chamamos de progresso. Quando o alemão Karl Benz, em 1885, introduziu o motor a combustão interna (movido a gasolina) talvez não tivesse ideia do quanto influenciaria o desenvolvimento das cidades e a forma de agir das gerações que estavam por vir.

A autolocomoção executada na França, em 1769, por Nicolas Cugnot, ao utilizar um motor a vapor para movimentar um veículo, ligada ao invento de Karl Benz, fez surgir o sonho de consumo de milhões de pessoas: o automóvel.

A fabricação de automóveis em série é de responsabilidade de Henry Ford, o modelo Ford-T, fabricado de 1908 a 1927, superou a marca de 15milhões de unidades vendidas.

Nicolas Cugnot e Karl Benz inventaram um meio de transporte eficiente e rápido – mas quem inventou o efeito bola de neve? Quem inventou as rodas que movimentaram as esteiras do primeiro Panzer (veículo blindado de combate) na Segunda Guerra mundial? Quem fez do automóvel uma estúpida máquina de matar? Quem ensinou aos jovens (esse papo careta e imbecil) que eles devem consumir drogas e morrer ao volante?

Quem foi o visionário que abarrotou as principais vias do planeta de carros e já não consegue respirar? Quem disse que as avenidas são pistas de corrida e que é permitido fazer rachas madrugada afora?

São perguntas que devem ser respondidas por quem desfila com seu carro zero-quilômetro e não respeita nenhuma lei de trânsito. São perguntas que deveriam ser feitas aos governantes e aos fabricantes de veículos.

Não se trata de negar a importância do automóvel, mas de evitar que ele se transforme em um monte de lata com um idiota dentro.

Pode ser que minha argumentação seja fruto de um desvario ou não passe de um exagero. Pois é... Dê um tempo até o pó das ampulhetas ou dos corpos baixarem e pergunte a pessoas, como a atriz Cissa Guimarães, o que elas pensam a respeito do efeito bola de neve: túnel interditado, rapazes dirigindo em alta velocidade, falta de respeito à vida alheia, impacto, policiais corruptos, socorro precário, morte.

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Comentários
Renato Naporano | 28/07/2010
E pode-se incluir nesta bola de neve a impunidade, talvez o que há de pior no
Brasil.
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jornalirismo: Olá, boa sexta! Já se sentiu um peixe fora d´água? Então vai se identificar com a crônica líquida de Shellah Avellar: http://t.co/a6sXpoKD
3 day(s) ago from web

jornalirismo: E um quadrinho filosófico à Rainha do Mar: Olha a onda, olha a onda! http://t.co/WKgt8Fd8
3 day(s) ago from web

jornalirismo: @LiliFerrer Lili, que legal. Só de saber que nosso pôster te fez feliz a gente ganhou o dia. Beijão, muita sorte para ti.
3 day(s) ago from web

jornalirismo: Olá. "A mudança começa quando você sabe o que deve mudar dentro de você", diz Ana Paula Guedes. E não é mesmo? http://t.co/hKm3sXpf
4 day(s) ago from web


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