Jornalirismo

Atenção, abrir em uma nova janela. E-mail

 

Com o avanço das superficialidades nas relações, não é raro encontrar pessoas que encontram um plano B, C ou D para as relações do dia a dia não se aprofundarem. Somos de uma geração antenada e cada vez mais solitária. O outro? De que importa. Guardamos no bolso o restinho de altruísmo que ainda existe e falamos de boca cheia: eu faço sozinho. E assim é. Deixamos a cordialidade em casa quando saímos toda manhã e nos empenhamos em não solidificar qualquer tipo de relação. Reis dos truques, estamos sempre desculpando nossos atos negativos e invertendo os papéis para jogar a culpa no outro. Mas será que estamos mesmo preparados para interpretar nosso personagem em um monólogo? Ou será que, com o passar do tempo, desaprendemos a dividir? No fundo, ninguém quer o raso. A gente batalha tanto pra perder a inocência e finalmente enxergar as coisas com clareza, que nos permitimos endurecer durante o caminho para finalmente alcançarmos esse estado. Nem tudo que a gente conserva de puro merece ser abandonado. Assim como os anos não anulam o que já foi vivido, a maturidade não anula o que já foi sonhado.

 

Compartilhe:
Comentários
Texto ótimo
Maria Cláudia | 12/08/2011
Faço jus ao teu texto cara amiga, sem tirar nem colocar nenhuma virgula. Somos solitários sim e estamos fazendo tudo errado, está na hora de arrancar a venda e olhar além do nosso nariz!!!
Excelente
Willian Ribeiro | 12/08/2011
Texto objetivo, mas literalmente profundo da discussão. Uma excelente reflexão!
nada demais
Nelson Rodrigues | 16/08/2011
Sinceramente a proposta do texto era interessante, cliquei da newsletter achando que iria fazer uma crítica ao universo das relações on line. Mas no fim ficou em uma verborragia que não diz nada. Uma visão feminina do assunto seria interessante e, sabe do que mais? No fim o tal vazio é a busca incessante por bons partidos e só não aprofunda pois querem um pacote completo sem serem um pacote completo. Boa tentativa. NR
ignore o comentário acima...
Seu texto é ótimo. EXTRAPOLA a visão puramente feminina, pra encontrar o vazio da modernidade... Acho que o NR não "captou"...
marcia moraes | 17/08/2011
É verdade Fernanda, hoje em dia ninguém sabe o que é dividir, há um egocentrismo exagerado nas pessoas, e na minha opinião, isso tende a piorar, infelizmente.Vc escreve muito bem, leio seu blog diariamente e adoro e posto várias coisas no meu face(com seus créditos óbvio), e te sigo no twitter, e sua página no face tb...bjsss Márcia.
Fernanda Gaona | 17/08/2011
Agradeço a observação, "Nelson"?!? Mas diferente do que você afirma, ele não tem conotação amorosa, é sobre relações do cotidiano. Nem tudo gira em torno da sedução, essa "classificação" de pessoas só existe na cabeça de pessoas superficiais, que enxergam o outro como "pacote". Desejo sucesso para você!!
Lorena Ferraz | 18/08/2011
Permito-me usar um bordão depois dessa leitua: Falou pouco mas falou tudo.
O texto leva à reflexão de que o que nos afasta de tudo somos nós mesmos, deixa cair a máscara: "se está assim, a culpa é do outro". Cada um de nós vive as consequências de nossos atos.
Parabéns Fernanda Gaona.
Mariah | 21/08/2011
Fernanda como sempre surpreendente!! seu blog é viciante assim como tudo aonde voce toca com palavras..parabens!!
Bárbara Carneiro | 24/08/2011
Excelente texto, mostra muito bem a realdidade atual da maioria das pessoas. Parabéns !
Angelo | 25/08/2011 |  
Gostei do texto da Fernanda, sigo o seu blog e simpatizo pela maioria das coisas que você escreve. Mas também gostaria de ler algo que mostrasse que as pessoas também sabem ser solidárias, gentis, alegres, amorosas, que podem ser generosas, amáveis. Ainda que haja muita areia no deserto há de ter em algum momento uma brisa fresca nos motivando a caminhar.
Escrever um comentário
[b] [i] [u] [url] [quote] [code] [img] 
Por favor coloque o código anti-spam que você lê na imagem.

3.26 Copyright (C) 2008 Compojoom.com / Copyright (C) 2007 Alain Georgette / Copyright (C) 2006 Frantisek Hliva. All rights reserved."

Publicidade
Banner
jornalirismo: "Como é o jornalismo cultural de que a gente precisa?" O debate está ficando muito bom. Participe: http://t.co/0rzn90kT

jornalirismo: Olá! Bean Flúgel tem uma certeza: é preciso quebrar a cabeça pra achar a peça certa ou ser a peça certa de alguém. http://t.co/3w2Qr3tc

jornalirismo: “Quadrinhos Gonzo”,a série da jornalista Jussara Nunes, agora virou livro. Lançamento dia 2, em SP. Vamos? http://t.co/2FscI0Oc

jornalirismo: Olá. Um acontecimento trágico na periferia. Duas personagens, um político e um voluntário. E o que sucedeu depois. http://t.co/eNfRsNFa


powered by TweetXT!
 

Leia Também