A expectativa do ano

 

As escolhas, às vezes, são desgraciosas conosco. Escolhemos ser felizes hoje e, pela ironia que a vida tem, acabamos estressados. Escolhemos o melhor programa para o fim de semana, e chove. Escolhemos nos entregar e fazemos de tudo para que o relacionamento dê certo, e de repente termina. A vida é assim mesmo, como diz o ditado popular, “uma caixa de surpresas”.

 

Tentamos planejar o ano. Objetivos e metas não podem faltar. Mas o destino, esse destino eu vou te contar, sempre nos reserva surpresas. Algumas vezes boas, outras vezes ruins. É como uma amiga me contou ainda outro dia. Ela planejou o ano, inteiro. Delimitou datas, criou expectativas e simplesmente nada aconteceu. Nada mesmo do que ela planejara. E aí? Onde foram parar as metas e os objetivos? Ah, essa pergunta, o destino responde.

 

É estranho, mas é verdade. Quantas vezes escolhemos um caminho, e de repente estamos em outro. Nadando contra a correnteza, e nos perguntando: como é que fomos parar aqui? É, meu caro, minha cara, o destino é assim. Não entendemos na hora, e esperamos respostas lá na frente. E nem sempre elas virão.

 

Como tem o novo ano se aproximando, nos resta pegar a agenda e colocar tudo no papel novamente, para que nada escape, ou fique de fora. 2013 se vai, e lá vem 2014. Na verdade, não sei o que muda, talvez os números, porque nós, ah, nós vamos continuar assim, cheios de esperança, de que no próximo ano tudo aconteça.

*Angélica Weise é jornalista e pesquisadora de comunicação.

 

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