A República do Rei

 

Há pelo menos cinco décadas um menino invadiu o quintal que a gente traz no peito e nele plantou uma porção de canções de amor e paz. Dizem que não fez tudo sozinho, um garoto de cabelos brancos sempre foi o seu parceiro, ao seu lado, destemido e valente, com ele pôs a mão na terra e espalharam poesia pelo país inteiro.

A brincadeira de escrever versos rendeu título de nobreza – mas quem se lembra de ajudar a Dona Aparecida, fundadora do Hospital Fogo Selvagem, em Uberaba, MG, merece ser tratado como realeza, não só por ser um grande artista – mas principalmente pelos gestos de humanidade. Ouvi da própria fundadora o quanto o garoto Roberto Carlos Braga ajudou na construção das novas instalações do hospital.

Não me lembro de nenhum especial de televisão em que ele tenha comentado o fato. Aos 70 anos de idade, é bom que todos saibam que o aniversariante tem repartido o bolo ao longo de sua passagem pela terra. É bom que todos saibam da sua trajetória repleta de fé e solidariedade.

Apesar das perdas, o garoto continua filho de Robertino e Laura, pai de Ana, Dudu, Rafael, irmão do Carlos, Lauro, Norma, Erasmo (irmão de tudo quanto é coisa boa) e marido da Maria Rita. Esqueci de mencionar milhões de brasileiros que estendem as mãos e oferecem os ombros como prova de gratidão e amizade.

Vivemos em um regime republicano e temos um Rei – não pelo fato de ter vendido milhões de discos e CDs, não por ter ganhado prêmios nacionais e internacionais, não por ter arrebatado os corações dos brasileiros todos. Roberto Carlos é Rei porque jamais deixou de ser o menino lá de Cachoeiro de Itapemirim.

 

Um comentário para “A República do Rei”

  1. Wédna e Júlia

    Muiito lindo o texto!!
    Gostamos muito.

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