Mães em Luta – Retratos

O repórter fotográfico Marcelo Min apresenta a força da maternidade em imagens. Especialista na cobertura de periferia e direitos humanos, o fotógrafo percorreu o Brasil retratando mães e comunidades em situação de risco. Veja “Mães em Luta – Retratos”.
 
 
2 de junho de 2005, São Paulo. Mães manifestantes do MSTC (Movimento Sem-teto do Centro), moradoras do Edifício Prestes Maia, nos arredores do Edifício Martinelli, centro da capital paulista.   
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Junho de 2000, Taboão da Serra, Grande São Paulo. Raulina Campos e o filho Alessandro Moraes ao lado do campo de futebol do Jardim Saint Moritz. O campo viria dar lugar a uma antiga reivindicação da comunidade: uma escola.  
 
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9 de abril de 2001, Benjamim Constant, Amazônia. Mães e filhos Ticuna na aldeia Umariaçu. 
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8 de setembro de 2000, Diamante, Paraíba, Barra dos Oitis. A grávida Cláudia Ferreira espera atendimento no posto de saúde.  8.jpg
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 de janeiro de 2005, Isaías Coelho, Piauí. Muito cômodo achar que o governo é quem deveria ajeitar a situação da Ana Maria, e dos filhos Ana Paula, Moisés, Maílton e Janaílton, perdidos em algum lugar do século 18 ou 19, e que a nossa parte da “responsa” seria depositar o voto na urna. Mas, sem os 80 reais da Bolsa Alimentação, eles todos estariam mortos, porque mortos-vivos os meninos já estavam. O bebê ainda tinha o leite. Tristeza é isso.
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26 de setembro de 2006, Buenos Aires, Argentina. Plaza Cataluña. Mãe com bebê na bicicleta.
 
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25 de janeiro de 2005, São Paulo, aniversário da cidade. Escadaria da Catedral da Sé, Praça da Sé, centro. Rakelly Raiane Cruz, de 7 meses, e a mãe Maria Aparecida Cruz, de 18 anos. Encenação da peça “O Ovo”, adaptação de texto de Clarice Lispector. Homenagem aos sete moradores de rua assassinados em 2004. Os pais de Rakelly, Maria e Raimundo, estavam havia 15 dias em São Paulo e tinham vindo de Pernambuco com a cara e a coragem, fazendo baldeação, de albergue em albergue, passando até por Aparecida (SP). Estavam sem um centavo e moravam num ferro-velho, entre ratos e muriçocas, no Parque Santo Antônio, zona sul da capital paulista. O Raimundo tinha conseguido “emprego” neste depósito e recebia 40 reais por semana, trabalhando 12 horas todos os dias. “Com este dinheiro ninguém veve”, lamenta Maria, que tinha só 18 anos, 3 filhos e estava grávida do próximo. O filho de 2 anos “roubaram… “. “São Paulo é a ilusão do nordestino. É bom e é ruim. Agora é bom porque estamos conhecendo. Muito linda, a Praça da Sé.”
 
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Um comentário para “Mães em Luta – Retratos”

  1. Thiago Casoni

    Excelente testemunho
    Considero o Marcelo um dos melhores reporteres do Brasil.

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