O APRENDIZADO DA RUA CAPRI, POR SEUS MORADORES

Moradores da rua Capri, “a rua mais famosa do Brasil”, como eles mesmos dizem, numa auto-ironia, e arredores se reuniram na noite de sexta-feira, 26 de janeiro, para uma mesa-redonda com a reportagem de Jornalirismo.
Fizeram um balanço das últimas duas semanas longe de casa – com casas condenadas ou interditadas, estão hospedados em três hotéis da região de Pinheiros, à custa do Consórcio Via Amarela, responsável pela obra. Relembraram o acidente, falaram de suas incertezas, do dia-a-dia no hotel, dos planos para o futuro e principalmente dos aprendizados que a tragédia trouxe.
A reunião aconteceu no saguão de entrada do hotel Golden Tower, um dos que abriga os desalojados. Participaram do bate-papo Vito Governatti, representante comercial aposentado, morador da rua Capri; Alex Azevedo, técnico em prótese dentária, e sua esposa, Adriana Azevedo, moradores da rua Gilberto Sabino; as irmãs Lucinei e Lucimar Amaral (que estavam com a mãe), funcionária pública e assistente social, moradoras da Gilberto Sabino; e José Moutinho, analista de sistemas, morador da rua Capri.
O acidente na Linha Amarela do Metrô de São Paulo aconteceu no dia 12 de janeiro e causou a morte de sete pessoas.
Leia agora o depoimento dos moradores ou assista a um depoimento aqui http://www.youtube.com/watch?v=6wkTbDy8Yz8:

“VOCÊ SÓ PENSA NO SER VIVO. MATERIAL É MATERIAL”
Depoimento de Lucimar Amaral, moradora da rua Gilberto Sabino, sobre o momento do acidente.

Lucimar – Quando deu o estouro, o prédio tremeu, balançou. De repente, a tevê desligou. Quando a televisão desligou, pensei: “Alguma coisa está acontecendo”. Quando olhei pela janela, estava todo mundo correndo para lá e para cá, e todo mundo olhando para o fundo da obra. De onde eu estou não dá para ver. Quem viu foi o Rodnei, vizinho de porta, porque a janela dele fica de frente para a obra. Nisso, pensei: “Vou descer para ver o que está acontecendo”. Quando desci, vi um bando de gente correndo, já tinha policiais na rua. Eles falaram: “Sai daí que vai cair este prédio, está com risco”. Subi de novo, peguei minha mãe, desci com ela e lembrei: “E o carro?”. Deixei minha mãe no sobrado do salão de beleza ali do lado, peguei o carro e tirei. Pensei: “Vou deixar aqui na Gilberto Sabino, mesmo”. O policial falou: “Não, pode subir três quadras, porque vai interditar tudo também”. Aí deixei o carro, voltei no sobrado do salão. Quando cheguei ao sobrado, olhei para a janela (do apartamento) e vi o passarinho. Tinha esquecido o passarinho. Aí falei para o cabeleireiro: “O senhor pode voltar comigo?”. A sensação que eu tive quando voltei para o prédio é a de que estava tudo torto. Parecia que estava caindo para lá, mas era uma impressão minha. Peguei o passarinho, peguei meu material de trabalho, não sabia quanto tempo ia isso durar.
Quando voltei para o salão, eles falaram: “Sai daqui, sai daqui, que vai evacuar também”. Falei: “Agora vou ficar na rua com a minha mãe – ela, com 80 anos – e um passarinho” (risos). Então chamei uma amiga que mora na rua João Moura (também em Pinheiros), ela desceu, levou minha mãe e o passarinho para a casa dela. Aí liguei para ela (ela aponta para a irmã, Lucinei). Foi quando começou a chegar a mídia. Pensei: “Se ela (a irmã) souber pela mídia, vai surtar”. Liguei e falei para ela o que estava acontecendo.
Eu sempre senti que ia acontecer alguma coisa. Sempre falei para a Lucinei: “Eu espero que, no dia em que acontecer, eu esteja aqui em casa”. Porque minha mãe é surda. Graças a Deus, quando aconteceu, eu tinha chegado em casa meia hora antes. Cheguei duas e meia, três horas aconteceu. Desde que o Metrô foi para lá, eu sempre falei: “Isso vai feder”. Quando começaram as explosões, a gente, lá em cima, sentia tremer. Imagine lá embaixo?!
Na hora em que você volta (para onde se mora, a fim de buscar coisas), você pensa só no ser humano. E dá graças a Deus que está vivo e bem. Minha família é grande e não parava de perguntar (ela faz voz em falsete): “Você está inteira mesmo? Tem certeza de que está viva?”. O que você pensa quando entra lá é isto: você só quer pegar o ser vivo. O resto é resto. O material é material. Mas fica um buraco, você não tem mais referência.

“A ÚNICA PESSOA EM QUEM CONFIEI FOI CASTELO BRANCO”
Depoimento de Seu Vito Governatti, morador da rua Capri.

Jornalirismo – Quem morava na casa?
Seu Vito Governatti – Eu, minha mulher e uma “filhinha”, uma cachorrinha, se chama Bolinha, o amor da nossa vida.
Jornalirismo – Sua mulher está aqui com o senhor?
Seu Vito – Ela está com nossa “filha” na casa de uma sobrinha, só eu estou aqui.
Jornalirismo – O senhor estava na casa no momento do acidente? Sua esposa também estava?
Seu Vito – Claro que eu estava. Estávamos vendo “Chocolate com Pimenta” (risos).
Jornalirismo – O senhor é aposentado?
Seu Vito – Era representante comercial; ainda sou, enquanto não morrer… Estou pagando todos os meus honorários. Só que eu ganho uma porcaria: 569 reais.
Jornalirismo – E a casa era própria?
Seu Vito – Lógico. No tempo das vacas gordas, eu paguei em dólar: 58 mil dólares.
Jornalirismo – A obra do Metrô representava o que para o senhor?
Seu Vito – Horrível, Deus me livre. Eram duas detonações de manhã, aquele barulho. E à tarde, bruuuummm!
Jornalirismo – A casa já apresentava rachaduras?
Seu Vito – Caiu tudo lá, só não caiu a sala e os quartos.
Jornalirismo – Digo antes do acidente.
Seu Vito – Aqui (no Golden Tower) é a segunda vez que eu fico. Trincou, rachou tudo.
Jornalirismo – Quando foi a primeira vez?
Seu Vito – No ano passado.
Jornalirismo – Então já existia um risco acentuado fazia bastante tempo?
Seu Vito – Lógico. Aí reformaram. E os peões estragaram todo o Cascolac. Aí tive que vir para cá para passar o novo Cascolac. Fiquei aqui 8 dias. Depois começou a chover, e choveu em todos os quartos. Eu saí. Chamei um telhadista, ele foi, consertou, tudo bem. E agora a terceira vez, aqui duas vezes.
Jornalirismo – A casa não tem mais condições, já foi derrubada?
Seu Vito – Já era, fiquei sabendo disso hoje. Isso me deu uma dor aqui que eu vou te falar.
Jornalirismo – Ficou sabendo hoje que a casa estava condenada?
Seu Vito – Minha mulher (Carmen) já havia me dito, mas ela sabe que eu tive dois derrames…
Jornalirismo – Há quantos anos o senhor morava lá?
Seu Vito – Há dez anos. Mas a minha mulher é culpada. Falei: “Não vamos comprar essa casa, vai passar Metrô.” E ela: “Não, não, isso não vai. Você conhece esse país, é uma esculhambação”. Falei: “É esculhambado, desde que eu nasci”. Eu tenho72 anos. Só confiei em um presidente, gozado. Não quero ofender ninguém, mas nunca gostei de nordestino. Eu falo isso de coração. Mas eu gostava do Castelo Branco (que assumiu a Presidência da República com o Golpe Militar de 1o de abril de 1964), cearense. Foi, na minha concepção, o melhor presidente do país. Falei: “Mulher, não vai dar certo, você catou meu dinheirinho de 51 anos de viagem”. Ela é culpada de tudo isso que está acontecendo. Se eu não tenho uma magoazinha? Tenho, sim.
Jornalirismo – Já tem alguma outra casa em vista?
Seu Vito – Depende de quanto eles vão pagar. Mas eu culpo minha mulher não é por nada, pejorativamente. Meio doidona. Falei mil vezes: “Não vamos nessa onda”. Ela disse: “Ah, eu fui na prefeitura”. Mas você vai confiar nesse país em quem, amigo?! Vai confiar no Lula?! Você vai confiar nesse homem que está lá?! Tirou um milhão de dólares para ajudar outros países enquanto nosso país está todo danado aqui?! Vai confiar num homem desses?! Eu nunca confiei. A única pessoa em quem confiei foi, por incrível que pareça, por ser militar: Castelo Branco. É uma briga eterna com a minha mulher, por esse motivo (a compra da casa). Mas é uma boa companheira, pelo amor de Deus. Eu não recuso. É uma boa companheira.

O BURACO DOS MIL ABUTRES.
Os moradores falam agora da sua experiência com a imprensa, nem sempre das melhores.

Alex Azevedo – Por exemplo, quando nós entramos no hotel, eu e minha família, uma repórter de um jornal falou assim: “Você não quer me dar uma reportagem?” Perguntei: “Quem é você?”. “Sou do jornal tal.” Disse que não, que estava entrando no hotel naquele momento. Ela falou: “Mas você, que sofreu tanto…” Eu falei: “Não, eu não sofri. Estou sendo acolhido e tudo o mais”. Ela disse: “Você tem que falar mal.” Falei: “Não, você está me induzindo a falar mal.” Então a repórter só queria que eu dissesse coisas ruins para ela. Falei: “Olha, estou dentro do hotel, estão me acolhendo, vou resguardar minha família e dá licença”. Deixei-a ali. Ela se hospedou no hotel para tentar ter contato com as famílias. O primeiro impacto com os jornalistas foi um pouco frio. Aquela busca não do lado positivo, mas do lado negativo da coisa. Acho que é isso que chama mais a atenção. Nós, que estivemos lá, sentimos a distorção de algumas coisas.
Jornalirismo – O que você viu de distorção, por exemplo?
Alex Azevedo – Falavam coisas além do que a gente comentava.
Seu Vito – Eu cansei de brigar. Quando eu estava lá de pijama, debaixo daquela banquinha (logo após o acidente), briguei muito, xinguei muito. “Vai lavar prato!”, quando era mulher; “Vai trabalhar, vagabundo!”, quando era homem. Eu estava cansado; não sou criança.
Jornalirismo – Cansado do quê? Do jornalismo?
Seu Vito – É lógico. Eu sou muito franco. Só vim atendê-lo aqui porque ela (Lucinei)veio me chamar. E aqui ficou proibido de jornalista ligar para o meu apartamento e encher o saco.
Jornalirismo – Você acha que a imprensa atrapalha de vez em quando?
Seu Vito – É lógico. Eu cansei, amigo. Se eu fosse um garoto de 20 anos, 30 anos, 40 anos, eu atenderia. Agora eu lá, de pijama, saindo correndo de casa, sem bengala, que o policial não deixou tirar de dentro de casa, embaixo de uma barraca, inerte, e vem essa cambada, desculpe… Eu sou um filho de calabrês, sabe, eu tenho que falar. Xinguei e, depois, até me arrependi com uma repórter da Record. “Deixa a gente em paz, mulher, vai lavar prato!”, xinguei. Quando eu vi que ela estava grávida, eu senti, fiquei meio com remorso. Quase pedi desculpas.
Jornalirismo – E se o Datena (José Luiz Datena, apresentador do programa “Brasil Urgente”, da Rede Bandeirantes) aparecesse?
Seu Vito – Eu mandava prender. Eu detesto esse homem. Esse é o maior agitador do mundo. Sem-vergonha, malandro, Deus me livre.
Alex Azevedo – Esse profissional que você comentou foi o menos assessorado. Ele colocava na televisão matérias do dia anterior. A Rede Bandeirantes era a única emissora que estava sempre atrasada. E a emissora que mais nos deu assistência, que estava mais atualizada, que investiu, foi a Record. Tanto que, aqui, a gente acompanhava pela Record. Não foi tão sensacionalista e muito mais realista. Um exemplo prático: nós tivemos uma reunião no Mercure (um dos três hotéis que abrigou as vítimas do acidente) com a Defensoria, o subprefeito. Essa reunião era para eles montarem uma equipe de apoio, todo o auxílio, cadastrarem as famílias e tudo o mais. No dia seguinte, uma emissora falou assim: “Moradores da região que foi afetada pelo Metrô não tiveram um acordo com a Via Amarela (o consórcio)”. Quer dizer, nós não fomos para uma reunião de acordo, mas de levantamento de dados. Às vezes, a gente escutava: “Reunião, hoje, às 8 horas”. Não tinha reunião.
Jornalirismo – A imprensa desinformava e confundia.
Alex Azevedo – Exatamente. Isso atrapalha. Tanto é que nós nos unimos aqui e, por mais que a mídia pedisse, a gente começou a centralizar, para uns e outros mais aparentes, e falar a informação correta sem muito sensacionalismo. Aí começou a fluir, a gente começou a falar exatamente o que ocorreu. Sem querer, de uma certa forma, aparecer. Teve muito engenheiro que se envolveu e não era nenhum engenheiro. Numa tragédia, a gente percebe muita gente querendo aparecer e isso não ajuda. A gente vê o pessoal querendo respostas imediatas e ninguém tem, nem eles (os técnicos encarregados de avaliar a situação do terreno, riscos etc.). Vai demorar. Enquanto isso, nós estamos aqui, pedindo para a cozinha variar a comida para a gente não enjoar.
Seu Vito – Eu já enjoei.
Alex Azevedo – Já conseguimos amanhã (sábado) uma feijoada. Até pedimos para o pessoal da Via Amarela se poderíamos comer fora, que era muito mais em conta, e solicitava o reembolso do almoço. Por outros na mesma situação que a gente recusarem, isso nos foi vetado. É tudo ligado ao hotel, dentro dessa área, nesse cubículo.
Jornalirismo – Vocês estão no mesmo andar?
Alex Azevedo – Não, mas a gente está sempre se encontrando no café da manhã, no almoço, no jantar.

DESCOBERTAS E APRENDIZADOS.
Os moradores falam agora das lições aprendidas com o acidente.

Lucimar Amaral – Tem o lado bom e o lado cômico também (numa tragédia assim). O lado bom é que você conhece as pessoas. Por exemplo, a Carol (uma das desalojadas também), que está no outro hotel, o Mercure. Ela disse: “Então você é aquela que liga o som alto?!”. E eu: “Ah, então é você que reclamava de mim?!”. E o lado cômico que é assim: você começa a rir da sua própria situação. A gente começou até a falar: “Vamos montar no Orkut a comunidade dos “Sem-teto de Pinheiros”. De uma certa maneira, esse clima de tragédia cria um outro clima de solidariedade. Aí você começa a conhecer histórias que você não conhecia.
Jornalirismo – Vocês tiveram algum outro aprendizado com o acidente?
Alex de Azevedo – Nós descobrimos que temos uma força muito grande. De uma hora para outra, eles nos amparam de uma forma que nós não esperávamos. Tentaram comparar com aquele acidente da TAM, do Palace 2… Se você for analisar, o nosso acidente está tendo todo um embasamento jurídico fora de série. A primeira indenização que teve, a da advogada (Valéria Marmit, uma das sete vítimas fatais), foi uma indenização inicialmente recusada, porque a Defensoria Pública pediu o valor justo. Deixou as famílias amparadas. Há uma busca pelo preço justo, o que, realmente, todas as famílias devem receber.
Jornalirismo – Vocês têm receio de que, com a passagem do tempo, com a exposição menor na mídia, vocês acabem prejudicados?
Alex Azevedo – Para ter uma idéia, depois de três ou quatro dias, você é o primeiro que vem pedir uma entrevista para a gente. Antes tinha plantão aqui na porta. Plantão lá na cratera. Então vai havendo uma redução, porque o sensacionalismo já não existe mais. O que chama a atenção não tem mais. Agora tudo volta aos eixos. O que acontece: nós amadurecemos. Nós temos já o contato, telefone, tudo para que, a qualquer momento, se desandar, nós entremos em contato com a imprensa e os atualizemos de informação.
Jornalirismo – Isso gerou um aprendizado, vocês aprenderam como utilizar a mídia em seu favor?
Alex Azevedo – A grande força para nós foi a imprensa. E ainda vai continuar sendo. Porque, a qualquer momento, nós avisamos vocês de uma reunião, vamos estar sempre ligando.
Lucinei Amaral – Mas o nosso grande trunfo é a indicação do grupo de defensores, que veio para levantar esses dados naquela primeira reunião e agora estão articulando. São muito bons, articulados. Eles mesmos falaram: “Ninguém vai enriquecer, mas ninguém vai ser lesado”. É o justo. Ninguém vai sair milionário porque morava lá, mas também ninguém vai sair lesado porque morava lá. Muito legal.
Alex Azevedo – Nós hoje sabemos que temos direitos.
Jornalirismo – Quais os direitos que vocês sabem ter hoje?
Alex Azevedo – Por exemplo, danos morais. Eu não sabia o que era. Falava-se em danos morais, que se receberia 50 mil, 100 mil reais. Então a Defensoria nos falou: “Isso é muito relativo. Vocês têm que fazer com que eles sintam no bolso a dor de vocês, para que isso não ocorra novamente em outros segmentos e, ao mesmo tempo, para que não seja para enriquecer vocês. Vocês não podem enriquecer por uma situação dessas. Os danos morais são para amenizar a situação que vocês passaram”. Até então, a gente achava que ia ficar milionário. Pelas informações que eles nos passaram, não é bem assim. Depende de situações. As famílias de um vitimado precisam seguir em frente. Quem perdeu sua casa tem uma outra situação. Estamos separando situações em blocos de prioridades. A Defensoria foi muito lógica e muito justa. Foi a primeira vez que nós nos sentimos mais tranqüilos. E é para quem não pode pagar. A mídia pode até questionar isso. Os defensores nos estão orientando, eles não estão me representando. É um trabalho de apoio.
Jornalirismo – Então os acordos serão feitos por intermédio de quem?
Alex Azevedo – Você pode selecionar o seu advogado, se você tem condições de pagar. Eles até disseram: “É importantíssimo que você não fique sem seu advogado. Mas, se você quiser que estejamos na linha de frente, ao lado do seu advogado, nós estaremos ao lado de vocês”. A Defensoria está abrindo portas para nós. Eles têm convênio com o Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura). O Crea vai estar junto para analisar a casa de todos, para saber se tem condições de moradia, vai levantar o preço do metro quadrado. Graças a eles, nós ficamos seguros e muita coisa caminhou mais rápido. Em relação à política, quem me decepcionou mesmo foi o nosso presidente (Lula). Não falou nada do que ocorreu, nenhum comentário. Me deixou bastante apático em relação ao nosso governante principal. Dependendo da situação, ele aparece, e aparece bem. Como foi uma tragédia que envolve inclusive a imagem e a tecnologia de um país em relação ao mundo, ele deveria se manifestar.
José Moutinho – Ele deixou a desejar. Faltou um pronunciamento, cobrar algum órgão.
Lucinei Amaral – Não um pronunciamento sobre nós, desalojados. Sobre as vítimas fatais, caberia, sim. Um comentário de que é solidário com as vítimas, não com a gente.

10 comentários para “O APRENDIZADO DA RUA CAPRI, POR SEUS MORADORES”

  1. agostinho padre guimaraes

    FOTO AEREA DA RUA CAPRI
    A QUEM POSSA ENTERESSAR EU TENHO DOIS POSTERS COM VISTA AEREA DA RUA ANTES DO ACIDENTE . ELA MOSTRA O EDIFICIO PASSARELLI E ATRAS TEM A RUA MAIS FAMOSA DO PAIS . GOSTARIA DE VENDELAS

  2. Filipe Mamede

    Parabéns.
    Acho muito bom quanto o jornalismo nos aproxima da notícia, ou seja, nesse caso, com a adoção dos personagens como O SEU VITTO, nos sentimos mais próximos da notícia. Geralmente, os jornais, a mídia como um todo se flexiona de uma maneira fria. Gostei do texto.

  3. Vera Mira

    Parabéns!
    Senti cheiro de gente,percebi sentimento de gente, assim deveriam notíciar os fatos, sempre! A mídia em geral é sub-humana.
    Parabéns pela bela abordagem.

  4. Marlene

    Muito bom
    Parabéns,

    Matéria que nos faz acreditar que ainda existe gente séria fazendo jornalismo.Procurou demonstrar a realidade dos fatos de maneira sensível e humana.

  5. Marlene

    Muito bom
    Parabéns,

    Matéria que nos faz acreditar que ainda existe gente séria fazendo jornalismo.Procurou demonstrar a realidade dos fatos de maneira sensível e humana.

  6. Guilherme

    Obrigado
    Gente, obrigado pelos comentários. Eles me estimulam a fazer ainda melhor. Fiquei muito feliz.

  7. De Dora para Guilherme Azevedo

    O aprendizado da rua Capri
    Realista. Sério. Imparcial. Sensível. Bem humorado!

    Um jornalismo a seviço do público, voltado para a informação e não para o sensacionalismo. Parbéns, Guilherme. Mais uma vez você mostrou a que veio!
    Dora

  8. Paulinha

    É isso mesmo
    Sabe, Guilherme, a nossa imprensa anda triste. Nossos colegas precisam dos depoimentos, das fotos, mas tudo parece vir distorcido mesmo, né? No geral, o texto é o que mais distorce. Quando a coisa acontece com a nossa família, a noção dos erros cometidos é bem maior! Já aconteceu comigo. Bom, parabéns pelo trabalho. Acho que a sociedade deveria debater a imprensa; principalmente as pessoas envolvidas em notícias dadas pela mídia.

  9. Alexandre

    Sensacional
    Muito interessante! Fiquei contente por ter a oportunidade de ver como o ser humano é forte em situações difíceis como esta e que a solidariedade com quem precisa ainda está em prática. Mas também me decepcionou o fato de parte da imprensa procurar sempre o lado negativo dos acontecimentos para gerar Ibope. Não me lembro de nenhum veículo de comunicação mostrando o trabalho que está sendo feito para os moradores desalojados. Matéria excelente!

  10. Andréa

    Parabéns
    Bela reportagem. Mostrou um lado diferente do acidente, a visão de quem realmente importa e sabe o que aconteceu. Bem longe do sensacionalismo, com uma abordagem muito mais sensível e humana da situação.
    Grande jornalirismo.

    Parabéns.

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