O teste

Não sou uma pessoa de testes, nenhum deles, mas principalmente dos de redes sociais. Entretanto, durante alguns dias, percebi que um teste em particular não saía da minha linha do tempo. Ignorei o conteúdo, mas ele continuava ali: primeira postagem toda vez que abria a tal rede.

Num ímpeto de curiosidade, me rendi. Afinal, que tema seria esse que tantas pessoas estavam compartilhando? O mais impressionante era que não se tratava de algo curto e, mesmo assim, as pessoas liam até o fim e deixavam seu comentário.

Era um teste que deveria fazer com a minha filha. Pensei na hora: que besteira! Ela não vai saber responder e até cheguei a questionar a veracidade das respostas de tantas crianças. Feio, mas verdade.

Mais um dia passou, mais uma noite, mais um amanhecer e o que estava lá? O tal teste!

Ainda surpresa, me questionei e decidi tentar. Aguardei o instante ideal para fazer isso de forma sutil, sem parecer uma prova. Na volta da escola, chegamos em casa e entramos em nossa rotina do lar. Sentei na sala, sobre o tapete, como fazemos quase diariamente.

Curtindo o nosso momento, a hora de mãe e filha, contamos histórias, brincamos de chá, brindamos cerca de vinte vezes, rimos, rimos muito. E entre um tim-tim e outro, eu perguntava algo. As perguntas iniciais eram bem básicas, nome e idade. Aos poucos iam ganhando certa complexidade, seu melhor amigo e lugar preferido.

Não precisei arrancar nada, fui fazendo as perguntas e ela respondia de bate-pronto! Algumas respostas faziam total sentido, outras nem tanto. Já para o fim, ela me revelou quão tolos somos em alguns momentos da vida. Estou certa de que muitos vão se identificar.

A pergunta era: O que você quer ser quando crescer? Sem pestanejar, ela responde com um largo sorriso, como se fosse algo óbvio, que não precisasse de nenhuma reflexão: pequena, mamãe!, pequena.

Selamos esse compromisso com um abraço, na certeza de que ela será sempre a minha pequena.

Ah, quase me esqueço… a última pergunta: O que a mamãe mais gosta de fazer? Com uma risada gostosa, ela levanta, se joga no meu colo e diz: carinho, mamãe! Que ela se lembre sempre da importância do amor.

Créditos da imagem: http://psicologiaautoestimaebeleza.blogspot.com.br

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