Quando chega dezembro

 

É dezembro. Novamente as ruas se enchem, as lojas parcelam mais e as vendas lucram. Não é por menos que neste período até os sonhos resolvem se ampliar e com eles as promessas, incluindo aquelas que não cumprimos nem cumpriremos.

 

Dezembro é um pacote de dias cheio de surpresas. Desagradáveis ou não, ele sempre costuma sacudir a gente: são as contas que se multiplicam, os compromissos “inadiáveis”, as férias tão ansiadas que chegam. Mas é também um mês de reconciliação, de entrega, e de briga.

 

Em dezembro tentamos fazer as pazes com nós mesmos. O que o ano nos trouxe de bom? O que de ruim esse ano teve? Consegui realizar as promessas feitas no dezembro passado? E o que eu quero concretizar até o próximo dezembro? Vixe, são tantas promessas e desejos que mal cabem nos trinta e um dias.

 

Por que dezembro tem todo esse peso? Por que será que ele, em vez de trazer mais energia, deixa a gente mais cansada, sobrecarregada, como se fosse um mês com sobrepeso?

 

Até parece que dezembro é o mês do Juízo Final. Se você chegou a dezembro refletindo, não está só. Somos todos repensando em dezembro. Tristes, felizes, sóbrios, pensando em como foi esse ano, se foi um ano que valeu a pena. Parece que a reflexão é só culpa de dezembro e como se nós também não fôssemos os responsáveis por estes capítulos bonitos ou não em nossos meses.

 

Ah, dezembro, como pode ser tão importante e tão cruel?! Tão legal e inocente para uns e tão carregado e monstruoso para outros?! Verdade ou não, ele é simbólico, vem carregado também de esperança. Esperança de que no ano que vem tudo será melhor, nossa vida.

 

Dezembro. Espero sempre estar atenta a todos os movimentos de mudança, a todas as tradições de dezembro e a todos os gritos de festa do dia 31. Que assim seja. Até ano que vem, dezembro!

 

*Angélica Weise é jornalista e pesquisadora de comunicação. Contato: [email protected]

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