Que país queremos

 

Mais uma vez estamos prestes a decidir quem governará nosso país por mais quatro anos e dúvidas, incertezas, questionamentos insistem em nos acompanhar. Velhos e conhecidos candidatos. Conhecidas e velhas propostas. Afinal, o que há de novo e inusitado nas eleições de 2010? Que opções de partidos, candidatos e propostas são oferecidas ao velho e novo eleitor? Quais as mudanças que se apresentam ao eleitorado? O que esperar dos próximos quatro anos?

Essas são apenas algumas das muitas questões que surgem e incomodam nesse período que antecede as eleições de 2010. Além delas, há ainda o fato de que existem pessoas que já começam a sofrer por antecipação só de saber que deverão cumprir com seu dever de cidadão, indo até a urna para depositar o seu voto ou, ainda, aqueles que nem isso farão, embora, ainda sim, tenham de cumprir com a obrigação de justificar a ausência no dia da votação.

Sabemos que compete a cada indivíduo fazer a sua parte. Porém, a decisão de votar não deveria ser obrigatória. Cada cidadão precisa se conscientizar da importância do ato de votar sem que haja para isso uma obrigatoriedade.

Votar pode até não nos dar nenhum prazer na atual circunstância, mas certamente renova a esperança de que podemos sonhar com um futuro mais promissor. Um futuro no qual possamos ter mais justiça, mais liberdade e mais igualdade entre as pessoas, independentemente de suas diferenças culturais, religiosas, econômicas, políticas etc.

Fazendo uma análise desta eleição que se aproxima, há algo que chama a atenção. É possível dizer que dispomos de um espaço de comunicação e debate ampliado com o advento da internet. Esse novo ambiente proporciona interação, o diálogo e a participação prevalecem, se tornando poderosa fonte de informações para os eleitores.

E, de tão poderosa, permite resgatar a memória e trazer à tona os escândalos políticos que marcaram a história do país, bastando para isso apenas um clique, por exemplo, no Museu da Corrupção (visite aqui).

Dessa forma, por que não aproveitar melhor esse veículo para esse fim? Por que não permitir a aproximação entre eleitores e candidatos? Por que não dar voz e vez a quem também quer ser ouvido, no caso, os eleitores?

Talvez, esse seja o momento para que novas mudanças aconteçam e para que as pessoas despertem para a importância e a responsabilidade de eleger os seus políticos, de escolher aqueles que serão os representantes de toda uma sociedade por no mínimo quatro anos.

Antes de dar o voto ou anular, vale refletir sobre que país queremos, pois, como dizia uma campanha publicitária veiculada em 2008, “Quatro anos é muito tempo. Principalmente quando as coisas não vão bem”.

 

5 comentários para “Que país queremos”

  1. Paulo Cavalcanti

    Que pais queremos
    Prezada Andréia,

    Textos como esse deveriam apareacer na chamada "grande" imprensa. Mas infelizmente, numa República de partidos fracos, os donos da mídia quase em geral, têm se comportado como se fosse partidos políticos.

    Felizmente, a internet veio cobrir esse vácuo, e hoje os blogs estão pautando a "grande" – imprensa, e isso está encomodando-os.

    Participei neste final de semana, do 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, onde estiveram presentes, 330 blogueiros de 19 estados, foi um sucesso.

    Um abraço!!

  2. Selma Silva

    Pensem ao Votar
    A política é talvez a única profissão para a qual se pensa que não é preciso nenhuma preparação. Prova disso, Tiririca e muitos outros. Minha total indignação aos que fazem do Brasil um show de horror. Mas renovemos nossas esperanças como disse a jornalista, pois ainda existem algumas pessoas sérias como Gabriel Chalita.

  3. Débora Carvalho

    Que País queremos?
    Nossa Andréia eu tenho pensado nisso nos ultimos dias, como podemos encarar essa fase da nossa sociedade com tanto desdém, como se não fosse importante nos preocupar com quem vai governar o país, estado ou municipio que vivemos, ou quem vai ser a base para o que governarão. Realmente, temos que definir para nós que País queremos e ver quem se encaixa melhor para alcançarmos esse nosso desejo.
    Parabéns pelo belo texto.

  4. David Medeiros

    Olá Andréia,
    Adorei a máteria e gostei muito desse museu virtual da corrupção. Quem dera toda corrupção fosse mera fantasia de nossas cabeças. A sua frase de conclusão nos propicia a reflexão.
    Muito obrigado!

  5. André Luiz Cordeiro Garcia

    Uma vida em 4 anos, em um voto
    Andréia, a vida de todos nós está presente em um voto, em uma jornada de quatro anos. Afinal, uma obra de um político é o uso que ele faz do poder a ele conferido, é a obrigatoriedade dos passos nossos que caminham nesse tempo que não pára e que não pode perder tempo com falcatruas e promessas.

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