O assunto aqui do título, relacionamento digital, surgiu durante um bate-papo ao vivo num dos estandes da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que encerrou sua 21ª edição dia 22 de agosto.
Era um encontro de tuiteiros que reuniu dois secretários da educação, da cidade de São Paulo, Alexandre Schneider, e da cidade do Rio de Janeiro, Cláudia Costin, e o diretor da Casa das Rosas, espaço cultural em São Paulo, Frederico Barbosa.
A secretária da educação do Rio contou que, uma vez, escreveu, no serviço de microblog Twitter, uma palavra com erro de ortografia. Gentilmente, uma outra pessoa que leu postou na mesma hora a correção; a secretária se desculpou e agradeceu.
O fato gerou matéria num dos grandes jornais do Rio de Janeiro, comentando que errar é algo que acontece até com os educadores, e que aceitar e corrigir não é demérito algum. Não anotei as palavras exatas, mas a ideia foi bem essa, deixar o ego de lado e ser humilde, interagir de forma positiva e imediata aos fatos.
É o que entendo por relacionamento digital. Exposição para buscar e ser buscado, achar e ser achado, criticar e ser criticado, ensinar e aprender.
A vida é assim, com seu lado bom e ruim, vamos conduzindo da melhor maneira possível.
O que não vale a pena é entrar em intermináveis discussões na tentativa de prever o futuro, o que será que será... Mas não pude resistir à provocação feita, também na Bienal do Livro, em uma das palestras a que assisti, de onde me vieram essas reflexões.
Massimo Di Felice, professor de comunicação da ECA (Escola de Comunicações e Artes) da USP, disse que, se a internet deixa hoje cada um isolado no seu computador pessoal, em pouco tempo será a vez de os telefones móveis deixarem as pessoas ainda mais ligadas o tempo todo em suas redes sociais.
O cérebro já está se adaptando a essa nova maneira de comunicar e deverá em breve criar novas conexões, para uma diferente linguagem, com diferentes informações? A tal provocação é: a sociedade está pronta para isso? Já somos nativos digitais?
Não existe ainda demasiada diferença social em nosso país, com tantos analfabetos digitais, pessoas sem o devido acesso mínimo, para viver num mundo assim, digamos, tão high-tech? Eu mesma sei quanto sobre isso? Vou me isolar mais ou vou me conectar mais?
Contudo, uma coisa é divertida de imaginar: que, no futuro, os velhinhos estarão todos na rede, com seu telefone móvel, fazendo contato social, ou mesmo de trabalho ainda, trocando informações de todos os gêneros, marcando encontros, bailes, viagens, curtindo muito a vida ao vivo, por causa da internet.
Ops, será que isso já está acontecendo enquanto continuo a empregar meu precioso tempo aqui pensando??? Com licença eu vou à luta!
Beijos,
Talita
Bienal: clique aqui e leia também “Quem tem medo do livro digital?”.
Amei o texto...aqui ja vivemos um pouquinho dessa
realidade, chamamos os filhos, que estao no andar de cima da casa , para jantar,
por meio de um torpedo...Depois do jantar, nos reunimos na sala, com a televisao
ligada, e cada um com um lap top, para brincar FARMVILLE , um joguinho do
FACEBOOK, como a fazendinha do Orkut...kkk. Acho que se pode sim , perder a
comunicacao verbal, se nao prestarmos atencao, mas se usarmos a tenologia a
nosso favor, sera uma grande
BENCAO!
Ai que bom, mas qual é a
idade que poderemos ser consideradas velhinhas? E a tecnologia neste tempo será
que conseguiremos acompanhar?
Eu muitas vezes me considero uma analfabete
digital, apesar de ter meu telefone móvel e meu computador
pessoal.
Nooooooooooossa quanta neura!!!! (hahahaha)
Adorei seu texto.
É mais
um para minha reflexão.
Parabéns!!!!
Bj grande
Helga
