Quando a grande pitangueira
do quarteirão aqui de casa
desprende as folhas secas
(e estas pairam no ar
como se borboletas)
encosta um caco seco na garganta.
:qual é a medida?
do nó,
qual é a medida?
apertado, solto, largo
qual é a medida?
qual a medida do abraço?
(qual greta sem garbo!)
qual a exata,
a matemática medida?
a milimétrica medida
do entrelaço dos dedos
do enredo, dos conselhos
qual a fita métrica
para a medida?
e uma borboleta-folha
pousa em meu ombro.
eu a aperto em meus dedos
esmago
e calo
: pequena.
Você decorre
linhas muito bem colocadas, finaliza com uma medida tão humilde:
"eu a
aperto em meus dedos
esmago
e calo
: pequena"
Assim mesmo é que
conserva a grandeza do questionamento e a firmeza em escrever poesia.
Achei uma
poesia sem exageros, sem desmedidas..
Parabéns ué...rs
Danubia Ivanovna
Um grande
abraço e bons ventos de criatividade.
Eder Antonio
