Anti-Ontem

É a fúria, o sexo, a vontade e a falta de perspectivas.
É de onde saio, pra onde vou e da forma que será.
Nada é pior do que caminhar rumo ao nada.
Tudo é melhor quando a visão obscurece.

Quando não se sabe onde estão os óculos, melhor se enxerga. É o firmamento de coisas atrás de outras coisas e que nunca se saberá para onde foram os restos de tristezas e questionamentos desnecessários da semana passada. É o fluxo forçado, porém natural.

Enquanto tenta-se seguir em frente, caminha-se rumo ao desconhecido. O que pode te fazer mal quando não se faz ideia do que te espera? Poucas coisas são tão boas quanto a necessidade de adrenalina no lugar do mesmo óleo de máquinas de sempre. São apenas provocações baratas, não precisa se ofender.

O próximo passo poderá te levar para dentro de uma piscina de areia movediça, que, por mais que te afunde, te dará a sensação de que pelo menos algo te puxa para baixo. Algo para te forçar a tomar uma decisão. Uma decisão que te obrigará a reverter. Algo para se importar antes que o despertador toque mais uma vez.

É o gelo, a pedra, as cinzas e o fracasso.
Todos em letras garrafais, escritos.
É a vida. Ou a falta dela.

Se não somos capazes de surpreender a nós mesmos, por que será que esperamos tanto do resto da humanidade? Surpreenda-se. English, Motherfucker! Não seja apenas mais um imbecil que se acha importante demais para não seguir seus próprios instintos.

Valore-se.

 

Crédito da foto:
https://www.theodysseyonline.com/10-reasons-to-love-the-nighttime

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