Das pintas em sua bunda

Me alimento de sonhos vulneráveis

Daquela noite em que descobri

Que por mais que tentasse

Limpar a areia das suas curvas mais sensíveis

Jamais conseguiria

Eu continuarei tentando

Continuarei comendo seus pingos de melanina

Roubei seus controles

O que pertence a nós?

Apenas o nosso egoísmo

A libertação está próxima

Da morte

Do medo

Não o tenha

Nada nos pertence

E as almas seguem o caminho da escuridão

Espalhadas pela brisa melancólica

De um vale esquecido

O último refúgio dos revoltados

Eu

Sentado ali

Sem um iPhone

O mundo será um lugar melhor

E eu continuarei limpando suas curvas

Como um gato

Ou com um tapa bruto

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