Gerúndio-mor 4

 

Petrificada em si, ti, mim, vírgulas. Já são comas incontáveis, poros – sabe-se quantos tem? Não existe mais centímetro nem início, perdeu-se entre variáveis ilógicas, explicar nem vale tempo, achar para quê? Foi chegada, com uvas casadas, em distância voada, noite, veranico especificado, com novidade de avesso, nesse d’amor desabotoado, primeira vez com os únicos. Oficial mesmo? Reticências insistentes. Esses maldizeres mentirosos de absurdos, voados entre dois catos de pingos amargos. Quer sossego, vem florestal, semiguardiã assumida. Fora esse registro irrestrito, deveria ter-ser, a criminosa no preto com longas definidas, guardada em rascunho, para salivar, nos segundos eternizados, acima escondido, abre para piscar. – E errado de aspas hipócritas. Dez-essências. Caça no indicador ágil, direito, diariamente, mesmo esse meio fissurado, debruça-se em nuvens insólitas, olha só quem fica guardadinha. Pose. É étílico, abertura descruzada, enxerga tribal no braço, na cintura da face, recebe tapa. Nem achado perdido, no meio de corações ululantes, criações inspiradas nos ásperos borrifados de água quente, queda salva, partida consertada, sub-trair, vale romance com prazo.

Provocar ridiculamente, condição gozada desse hemisfério calórico, cumplicidade mensageira, faiscada nas viradas de lado. Viver é desculpa da vida, a culpa é fraca para os fortes, vontade pérfida, crueldade melada, solitude inquieta hesita bocejo e cospe criaturas inférteis. Um terço do que vier baterá no escancaro desse asfalto gracioso, tem-se floreios balísticos, qualquer um insere embaixo, ponto talvez sério, coisinha inútil, vista revisada. “É tão tarde, é tão tarde, é tão tarde”, nessa constipação doida com (também) agudo, onda é crespa, perde emoção e exagera a falta. Torcer enxágua lamúria, provável cretina valentia, segregada condicional. Nem os tortuosos conciliam damas e aços, há necessária gordura à ti, ferva a mordida glorificada nessa facilidade, afunde a carne ao choro. Encorajar indecência, metida na tramoia doce, saudade da saudade, encontra no passado, a vontade salva, difícil tem nome, o registro fica. Sabe, arrependimento dilacera no convite, recusa corajosa sem-com sorte, ferida invade lânguida no sorriso imaculado, necrose individual do vexame, sonhar vicia insatisfações, nada brusco.

Meteórica, cobre fria as partes, morder esculacha intento, largar é morte por pisada, qualquer ponto denúncia desato, coragem espalma, quica distraída, com fim. Conquista crônica, no descaso emocional, em respeito da razão, lança condição ditatorial, vertigens labirínticas, exclusividade unilateral, poderia calma, sucessão imposta, natimorta nos átomos escondidos. São consequências do vento que foge, possibilidade agarrada, salto de desaforo devastado(r), um centro anguloso reina sem pestanejar, grito-soluço descaracterizado, visto escalonado frente ao looping, durante a selvajaria diminuta, calada à boca. Provocações em fio, passos claros, no sentir da oxigenação traiçoeira, vergonha chocada no refino, balança e cai, entope de calosidade no sorrir. Ve-se uma lástima guardada, no esquecer da memória, semilascada fervorosa, meio e toda, matemática, soa falso e come verdade.

Volume cozido, dimensão atemporal, sem saída desencoraja conquista, ardida descansada entre atos, aperto estomacal, desenfreado nas ruas airadas, condição desumana, treinamento laboratorial, como sim. Nem adianta suavizar, pinceladas catastróficas incorrigíveis, renegam afazer bondoso, pelas costas pressionadas, latido barato, hemorragia de plantas vívidas, piedade desprovida. Lado ao olhar, operação cortante acalma, postergar expulsa o barulho, orgia alimentada no automático, quer mais. Duvida nos blocos ganhos, puxa forte para deslocar, amornar o sensor alertado, escassez da avaria percebida, ninguém e todos sabem e não sabem. Com e sem, branco colocado na mesa iluminada, fantasia rasgada de pé, desejo interno voraz, quer caber de uma vez, inalação de paradigma, aceitaria. Testa, laranja e bode juntos, números decentes aflorados, pelos ares ruins, cutuca passado salvador, tese praticada ao gosto trivial.

 

Aproveite também o primeiro, o segundo e e terceiro textos-torrente da série de Paloma Sá:

“Gerúndio-mor”.

“Gerúndio-mor 2”.

“Gerúndio-mor 3”.

 

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