Leia-me quando quiser

 

Escrito em uma linguagem saborosa, Mate-me quando quiser é um romance que pode acompanhar você na viagem de férias ou na fila do banco. Seus capítulos curtos – alguns são pílulas que ocupam meia página – e seu narrador psicanalítico dão forma ao romance pop da estreante Anita Deak, mineira criada no Rio de Janeiro, aposta da Editora Gutenberg.

 

Há bastante deleite na companhia da desiludida protagonista, que encomenda a própria morte a um assassino de aluguel. Ela não deseja nem conhecer a identidade do matador, nem a data do homicídio comprado. Por isso, determina um prazo de quatro meses e uma cidade para o crime: a bela Barcelona no verão.

 

Tal qual uma montadora cinematográfica, Anita conduz a história ritmada pelas consequências do acaso na relação entre cinco personagens. É com traição, morte, suicídio e triângulo amoroso que se constrói a trama. Mas são, principalmente, as desinformações, as meias verdades e as suposições errôneas que determinam um desfecho inesperado.

 

Leia o parágrafo de abertura do livro:

“Caro Soares, fico satisfeita de que já tenha recebido todo o dinheiro. Em anexo, estão a sua passagem para Barcelona e a minha fotografia. Abaixo, o endereço do hotel onde ficarei hospedada. Mate-me quando quiser, ou melhor, no dia que lhe convier dentro dos próximos quatro meses. A única coisa que peço é discrição. Você sabe quem eu sou, mas não quero saber quem você é”.

 

 

Título: Mate-me quando quiser (Gutenberg, 2014, 248 páginas)

Autora: Anita Deak

 

*Gê Martins é jornalista e escritora. Contato: [email protected]

Leia mais dela no blogue “Escrita líquida”, clicando aqui.

Um comentário para “Leia-me quando quiser”

  1. Elaine Valeria

    A resenha ficou ótima! E fiquei com vontade de ler o livro!

Comentário