Mais um dia

Era um dia comum, daqueles bem normais mesmo.  Ao levantar da cama, pensou um pouco em sua rotina, e, de pronto, tomou um gole do café que acabara de preparar. Parar saciar sua embrionária fome, comeu um pedaço do sanduíche que sobrou de ontem a noite, quando foi vencido pelo sono.

Tomou um banho normal, sem ser muito demorado. Não estava atrasado. Tinha o dia em suas mãos, e assim continuaria até o momento em que fosse repousar novamente. Sem surpresas, dramas ou informações novas. Era só mais um dia comum.

De banho tomado e alimentado, escolheu uma gravata aleatória entre suas muitas peças e foi trabalhar. Dentro do ônibus lotado de sempre, foi se balançando por entre as curvas e ladeiras de seu caminho até o trabalho.

Chegou na hora que sempre costumava chegar. No horário, trabalhou de acordo com as suas rotinas. Sem reuniões surpresas e complicações esporádicas, só cumpriu suas oito horas formais de trabalho e, tão logo o ponteiro bateu o final do expediente, já estava indo embora para sua casa.

Na volta, passou na locadora e alugou um filme. Ainda no caminho, passou na padaria e comprou o seu jantar e mais algumas coisas que estavam em falta na despensa.

Em casa, tomou um banho quente e sentou no sofá para assistir o filme que havia alugado. Quando a fome apareceu, foi à cozinha e devorou o jantar. Terminou o filme e desligou as luzes de sua casa. Deitou-se, enquanto lágrimas caiam incessantemente de seus olhos. Chorou o suficiente para, cansado, pegar no sono.

Já não aguentava mais a apatia e tranquilidade dos seus dias normais.

Créditos da imagem: http://www.tiptrip.com.br/

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