Noir veneziano

Notas para a criação de um detetive noir

Personagem: Nino, um gondoleiro veneziano que divide seu tempo entre conduzir turistas em sua gôndola e desvendar crimes.

Cenário: Canais de Veneza.

Características pessoais: Barrigudo (bom disfarce para um detetive), careca e com o rosto marcado por crateras deixadas por uma adolescência infestada por acnes. Quando está sozinho em sua gôndola, costuma cantar canções napolitanas, que ouvia da mãe, uma enfermeira apaixonada por Ugo Tognazzi.

Prato predileto: pasta e fagioli (prato típico veneziano, à base de feijão e macarrão). Bebe cerveja Moretti, birra muito popular na Itália.

Informantes: Nino usa como informantes vendedores do mercado de peixe (costuma ser rápido nas conversas, pois o cheiro do local é insuportável), um negro que vende óculos escuros perto da estação ferroviária (mas é uma fonte difícil de ser localizada, pois está sempre fugindo da polícia, com medo de ser deportado), um fiscal de vaporetto (o barco utilizado para o transporte de passageiros) e um restaurador de quadros, especializado em Tintoretto.

Clientes: Como em toda história noir, seus clientes são mulheres deslumbrantes (perfil no qual se encaixam quase todas as italianas a partir dos 12 anos de idade), que tiveram o marido assassinado por algum misterioso personagem ligado à Máfia.

Devido ao seu porte físico avantajado, Nino encontra dificuldades na tarefa de seguir suspeitos. O fato de se deslocar com uma gôndola também não ajuda muito, pois é obrigado a parar a investigação para receber passageiros. Se não fizer isso, pode ter sua licença suspensa pelas autoridades. Por esse motivo, nunca conseguiu solucionar um caso sequer durante o verão (mas nunca volta de bolsos vazios para casa).

Nino mora numa espelunca (uma água-furtada parece ser ideal, e eu sempre quis usar a palavra água-furtada), onde divide o espaço com um gato que sobreviveu a três quedas no Grande Canal. Desde então, o felino se recusa a deixar o quarto e só sai da cama para usar sua caixinha de areia. O bicho ficou tão gordo quanto o dono e tem dificuldades respiratórias, o que o obriga a respirar de boca aberta. Nino, que tem pouco tempo livre, sente a consciência pesada por não poder cuidar melhor do animal.

 

Apresentações feitas, leitor, leitora, logo vem o primeiro episódio! Aguarde.

 

 

 

Imagem: Arte sobre ilustração do Pixa Bay

 

6 comentários para “Noir veneziano”

  1. Claudete Bailoni

    Amando! Manda ver Vita e nos surpreenda rapidinho com o segundo capítulo. <3

  2. Ana Vidotti

    Sempre quis conhecer as peripécias do Zio Nino! Meu avô veio para o Brasile e perdeu contato com ele. Ficaria feliz em saber que ele engordou, Zio Nino foi uma criança miúda e doente. Aguardando…

  3. Valéria Bicca Ferrari

    Não nos deixe esperando demais.
    Abraços.

  4. Claudete

    Ansiosa pelo desenrolar de Nino! Bj pra vc Vita

  5. Marcos A Manfrinato

    Eu tbém gosto de "água furtada"!
    Aguardando todas as investigações e diligências de Ninoooo!

  6. Bia bansen

    Estou aqui esperando impaciente. .
    Bjs

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