Quando o galo cantou

Quando o galo cantou, quase às seis horas da manhã, estávamos mais que acordados, agarrados sobre a cama. Você, com a cabeça encostada em mim, os volumosos cabelos cacheados todos para um lado, deixando sua pequena orelha encostada em meu peito a ouvir meu coração batendo agora em menor ritmo. Nossas pernas entrelaçadas nos fazem ser um corpo só, ali, após uma noite inteira e sem pressa de prazer. Fomos livro aberto um para o outro. Eu, antes o seu “ser intocável”, agora mais que tocado por ti. O que fiz pra merecer essa paz que o sexo traz?

Você tem sede e se levanta. Dois copos d’água e lá vai aquele lindo corpo moreno magro, de um metro e sessenta e poucos, seios pequenos e bunda bem desenhada, abrir o boxe do banheiro para uma ducha quente. Enquanto ouço o barulho da água caindo, o filme da nossa noite incrível, que acabara de acontecer, já tem a sua primeira exibição em minha mente.

A maneira com que, após nos abraçarmos fortemente, fui tirando sua roupa, reconhecendo aquela lingerie azul de que tanto gosto e, me colando novamente em seu corpo, fui te acariciando, descendo minha mão pelas suas formas mais belas. Já cheios de calor, te viro e colo meu corpo no seu, por trás, e continuo percorrendo cada parte sua, enquanto beijo e mordo seu pescoço. Roço a minha barba na sua nuca, sentindo você se arrepiar imediatamente.

Deslizando a barba até sua bunda, te viro de frente pra mim e tiro lentamente sua calcinha, puxando com os dentes. Vejo teu sexo já molhado e vou beijando a virilha, descendo devagar. “Está me deixando louca de tesão”, você me diz, enquanto a minha língua finalmente sente tua boceta quente e lisa. Chupo e lambo pra te sentir e seus gemidos já são mais frequentes. Não tenho pressa. Minha língua vai e vem, pra cima, pra baixo, circula por toda flor e seu corpo treme como nunca.

Ávida por retribuir, você me puxa, me dá um beijo molhado e se ajoelha. Olhando nos meus olhos, enquanto seguro seus cabelos, você começa a me chupar. Eu acho incrível como você coloca meu sexo duro e quente inteiro na boca. Viro minha cabeça pra trás e fico a saborear a sensação magnífica que é a de você passar a língua na cabeça como quem lambe o sorvete mais gostoso. Você aumenta o ritmo, fazendo tudo novamente, chupando com imensa vontade até que…

Até que eu fico tão louco de tesão que já quase me vem o gozo. Mas tiro. Te levo pra cama pra te estremecer profundamente, começando pelos seios, mordiscando e passando a língua várias vezes no mamilo entumecido, sugando-o por fim. Desço novamente até seu sexo, abrindo e passando a língua no clitóris, fazendo os movimentos circulares agora com aquele arzinho refrescante que o halls preto promove. Te sugo tanto… Mas meu membro continua quente, latejante. Louco pra entrar em você.

Seu jeito de olhar me pedindo mais me faz te pegar pelos cabelos e te encostar na parede mais próxima, fazendo-te me sentir quente, ávido por ficar dentro de ti. Entro… Suas pernas vão se abrindo pra me sentir todo. Enquanto te observo dentro do meu próprio deleite, você geme e se segura firme nos meus braços, pedindo pra que eu coloque em você cada vez mais forte, com mais vontade…

Em cada estocada, seus gemidos se tornam mais fortes e profundos, sem nenhuma preocupação com a vizinhança. Diminuo um pouco o ritmo e você cruza as pernas na minha cintura, e passamos a fazer o movimento juntos. Estamos ofegantes naquela sinfonia de prazer. Com as suas pernas cruzadas na minha cintura, me puxando mais e mais pra ti, falo absurdos no seu ouvido, pele com pele, suor com suor. Eu pensava que nós não nos desgrudaríamos mais.

Mas ali na cama, extasiado, ainda ouvia o barulho do chuveiro. Aquelas imagens passando na minha mente me deixam terrivelmente com vontade de te surpreender no banho. Temos a manhã toda pela frente, eu pensei. Sem titubear, salto e vou em busca de você ali, toda molhada. Aquele filme ainda não tinha terminado. Queremos mais e já estamos prontos pra recomeçar outro ato febril de delícias e gozo… Deixa o galo cantar.

 

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