Relatividade

 

 

― A vida é sempre uma outra coisa, já reparou? Este teu seio branco, por exemplo. Ah, vai ruborizar? Malandro, eu? Que saidinha me saiu você, isso, sim, quem diria… E você é que é uma linda e eu é que sou um tonto. Este teu seio branquinho aqui tem três pelinhos escuros no entorno, circundando o píncaro. E este outro seio aqui tem só dois pelinhos. Se pegasse uma trena… calma, calma, uma treninha, diria que este aqui da direita é três milímetros mais ancho que o da esquerda, embora o da esquerda, se pesasse, diria que tem uns cinco gramas a mais. Volume não é peso, tamanho não é documento, beleza está no amor dos olhos de quem vê e esses teus seios brancos estão apontando para o universo com firmeza e confiança, revogando a lei da gravidade e promulgando a lei da gaiatice. Olhando aqui debaixo, cabeça posta no sopé da tua cordilheira clara, fico torcendo para você jogar a corda ou as tranças aí do alto e eu subir alvamente. E você acena e diz aí de cima, com sorriso sacana: você não disse que queria só conversar? A vida é sempre uma outra coisa. E você está certa, até mereço, mas persisto, sou persistente como você, e vou escalando tuas escarpas lenta e despreocupadamente, ignorante do fim. Chegando lá em cima, no airoso cume, Everest aconchegante, macio e quente, eu dobro de lado e já vou descendo brincando de escorregador, ui, que friozinho na barriga; agora vou subindo fervorosa e pacientemente a outra colina, dois pelinhos roçando e fazendo cócegas no nariz. Que saído que eu sou? A vida é sempre uma outra coisa, amor; mora, ramo, roma. Pirado, é verdade, mas você gosta, que eu sei.

3 comentários para “Relatividade”

  1. Leonardo

    ????
    que bosta

  2. Guilherme

    Guilherme

    Obrigado
    Hahahaham, boa, Carlinhos! Abraços, amigo.

  3. Carlinhos

    Prost
    Vinha, deixa eu ver seus peitinhos!!!!!

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