Três andorinhas

No pulso direito da moça tem três andorinhas.

As andorinhas vão, mas sempre voltam, justificou. Não esquecem as origens.

Três andorinhas negras formando uma linha diagonal no céu da pele alva. Voam para o Sul, entre as minhas mãos.

Andorinhas, andorinhas, agora que vieram, não vão embora, não, daqui da minha mão; da minha casa simples, da minha vida chão.

Podem voar, vão! vão!; mas não deixem de voltar quando morre o dia, e o sol se vai e a lua nem sempre vem, nunquinha.

A primeira andorinha é você. A segunda andorinha, essa do meio, de asas abertas, sou eu. A terceira andorinha, aqui embaixo, será a soma de nós dois? A nossa continuação? O amor de dois que vira três? O futuro bom?

Dona Andorinha, sou tão contente em meio às tuas asas quentes e macias… junto do teu corpo passarinho e bom, do teu sorriso tão branco que voa… que até me sinto capaz de dizer, embora com tanto medo de voar, com tanto medo de cair e me esborrachar, que amo você feito um passarinho.

 

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