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A Imprensa, principal revista sobre jornalismo no país, destacou Propaganda Popular Brasileira, novo livro do editor do Jornalirismo, Guilherme Azevedo, na seção “Livros” de julho de 2010.

Para Rodrigo Manzano, diretor editorial da Imprensa e autor da resenha crítica, o livro realiza o “saudável casamento entre jornalismo da mais alta qualidade e propaganda, idem”.

Reclame contra os reclames
Coletânea de entrevistas com grandes nomes da propaganda brasileira alia bom jornalismo ao melhor da publicidade dos últimos 50 anos e desafia perspectivas éticas e estéticas das agências e clientes.

Por Rodrigo Manzano
Diretor editorial

Guilherme Azevedo é um dos mais criativos jornalistas de sua geração. Seu último livro – “As aventuras de Alencar Almeida, o repórter” – é um retrato bem-humorado, crítico e cítrico sobre a profissão. Um tanto contracultural, o que menos se esperava dele é “Propaganda Popular Brasileira”, uma coletânea de entrevistas com os maiores nomes da publicidade do país. Talvez, porque a separação Estado-Igreja e as investidas cada vez frequentes da área comercial no conteúdo editorial tenham provocado uma espécie de ojeriza nos jornalistas a tudo o que se refere à propaganda.

Guilherme Azevedo, filho do notável redator publicitário Juvenal Azevedo, promove, no livro recém-lançado, o saudável casamento entre jornalismo da mais alta qualidade e propaganda, idem. As entrevistas com nomes célebres da publicidade e grandes estrelas contemporâneas das agências configuram uma tentativa de pôr sob o olhar jornalístico uma atividade que não deve ser menosprezada, dada sua influência social, sua importância econômica e, sobretudo, sua capacidade de fazer pensar, rir, chorar etc. São verdadeiros diálogos, no sentido mais literal da palavra, onde entrevista e entrevistador estão sintonizados por um sentimento comum. No mais das vezes, e na falta de uma palavra melhor, ambos sentem saudade.

Faz falta, é verdade, aos meios de comunicação, o impacto que a propaganda tinha sobre a vida comum. Poucos países – a Inglaterra, talvez – podiam se orgulhar como o Brasil se orgulhou de campanhas memoráveis que até hoje ressoam no imaginário da população, cujos slogans se fixaram como bordões do cotidiano, verdadeiras máquinas de sentido. É disso que sentem falta os publicitários entrevistados por Azevedo.

Um dos pontos altos do livro – entre vários – é o incisivo questionamento, de dentro para fora, que os publicitários fazem do atual estado da propaganda no país, inclusive do ponto de vista ético, mas também estético. A ver, por exemplo, o que disse o veterano Ercílio Tranjan: “está havendo um tipo de comunicação que considero extremamente infantil. Ou seja, estão imbecilizando o consumidor de uma forma que eu nunca vi”. Dito por um jornalista, isso seria corriqueiro e banal. Mas dito por um dos melhores publicitários que o Brasil já teve, dá o que pensar”.

 

Propaganda Popular Brasileira, Guilherme Azevedo, Editora Senac São Paulo, 220 págs., R$ 45,00.

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jornalirismo: Olá, boa sexta! Já se sentiu um peixe fora d´água? Então vai se identificar com a crônica líquida de Shellah Avellar: http://t.co/a6sXpoKD
3 day(s) ago from web

jornalirismo: E um quadrinho filosófico à Rainha do Mar: Olha a onda, olha a onda! http://t.co/WKgt8Fd8
3 day(s) ago from web

jornalirismo: @LiliFerrer Lili, que legal. Só de saber que nosso pôster te fez feliz a gente ganhou o dia. Beijão, muita sorte para ti.
3 day(s) ago from web

jornalirismo: Olá. "A mudança começa quando você sabe o que deve mudar dentro de você", diz Ana Paula Guedes. E não é mesmo? http://t.co/hKm3sXpf
4 day(s) ago from web


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