Repórter desafia o Diabo

O repórter Alencar Almeda, ícone do Jornalirismo, recebe uma proposta irrecusável: aumento salarial milionário e liberdade editorial total.

Mas precisará, antes, fazer um favorzinho ao patrão, o senhor Rosebud, publisher do Grupo A Verdade: escrever uma reportagem elogiosa sobre um político famoso – e corrupto.

Alencar Almeida trocará suas convicções por regalias? Venderá a sua alma?

Descubra em “As Aventuras de Alencar Almeida”, o filme.

Assista:

Um comentário para “Repórter desafia o Diabo”

  1. shellah avellar

    shellah avellar

    Elencar ou Alencar?Eis a questão
    Li e reli as Aventuras e Desaventuras de Alencar Almeida.
    A princípio, confesso, um tanto receosa ,de adentrar mais uma vez ,as dimensões paralelas de um Jornalismo,cujas vísceras ,me são tão conhecidas , cujas lembranças ,me são boas,outras nem tanto.Lembranças que julguei estarem perdidas em algum lugar do passado.
    Porém, ao ir caminhando com você, travestido das diversas personagens, célebres anônimos que constroem "O Jornal Que a Gente Lê, sobre uma realidade que a Gente Não Vê", fui me encharcando da poesia que jorra de seu desabafo:a sua transgressão branca ao Jornalismo Formal ,deste mundo "editado " em que sub -vivemos.
    A sua ruptura com os colarinhos engomados e o ar "condicionado" da aura imperialista da Notícia Imposta.
    Ri e sorri , com sua delicadeza sarcástica, ao nomear as estruturas e caracteres dos elementos ,figuras de linguagem , como um médium se auto-psicografando numa frenética busca pela fidelidade a si mesmo.
    Ao me deparar com seus olhos límpidos, quando da hora da autografação, do Exemplar do Alencar ,que trago comigo, pude constatar a transparência que você deixa derramar da capa à contra-capa ,nas linhas e entrelinhas desse Tratado de Jornalirismo ,que é sua obra..
    A coragem de denunciar os porões do Texto Comercial, mesclado com o seu amor imenso pela Vida e pelos outros seres humanos ao seu redor, esculpindo ora voraz ora placidamente, o cenário e as imagens dessa Viagem ao Inferno de nós mesmos.
    A Hora Da Verdade ,em que todos temos de nos prestar testemunho do que fizemos de nossos sonhos em prol do Vil Metal.
    A homenagem aos seus pais, em especial a relevância de seu encontro com o pai, exemplo, que permeia seu texto e um novo olhar para sua própria história, que você recontou de forma primorosa .
    Parabéns então a Juvenal e à Arlete ,que produziram um fruto tipo exportação,feito à imagem e semelhança de quem acredita num sonho e o persegue coerentemente.
    Vá em frente,com seu romantismo ,que como uma segunda pele , vai irrigando a terra,soterrando e abolindo os pretensos Donos da Bola..Vá soprando o vento que dissolve os corações endurecidos pela Virtual Abastança .Vá fluindo como a água límpida dos rios e dos mares de outrora , ensopando e convertendo os desavisados ainda inebriados com a retórica fria e a "embalagem da des-notícia" .
    Vá aquecendo como o fogo que transmuta as armaduras dos leitores ,deixando-os nus e verídicos, sujeitos da ação de sua própria história.
    Que bom que você existe!

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